Hoje recebi uma carta no nome do meu pai, rsrs...
É bem estranho receber algo no nome de alguem que já faleceu a quase 10 anos, as pessoas vão mas os nomes ficam, junto com a "importância" que elas tem para as empresas, para o comercio, pô! será que não se pode nem descansar em paz sem que haja alguem querendo oferecer algo para se "viver" melhor?
Seria engraçado se não fosse trágico perceber o quão descartável é a vida, quão inválido, sem importância, sem sentido nesse sistema em que vivemos, quando percebemos que tudo que vivemos não passa de uma ilusão fantasmagórica; O que nos mantém vivos, claro... mas não passa de ilusão, de sentidos onde não se tem, de historias que no fim são apenas historias que fazemos o possivel e o impossivel para carregá-las, ensopá-las de sentidos e significados, porque só a carcaça não nos mantém em pé, vivos, precisamos dos outros mesmo depois da morte para nos dar significado, para preencher aquele nome, de historias, para nos tornar, manter sujeitos, sonhadores, que sofre, que ama, que sente, que vive entrelaçado ao nosso ser, se mantendo e nos mantendo gente.
Sem os outros não passaríamos de um nome, um número em uma carta que chegou muito atrasada.
Thaís de Sá
sexta-feira, 25 de março de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O que o brasileiro dá importância?
Hoje eu escutei em um jornal uma notícia que o próprio citou como bombástica... A notícia relatava que uma jovem professora de educação física havia sido considerada a dona do bumbum mais lindo do Brasil, pessoa essa que no mesmo jornal dá uma nota dizendo que não saberia que a bunda dela a levaria tão longe, pelo o fato de sair do anonimato e cair de paraquedas na revista playboy. O que me vem as minhas reflexões é como o brasileiro dá tanta importância uma bunda bem trabalhada e geralmente nenhum incentivo as mentes críticas e instigantes que temos por todo nosso país.
Só me falta salientar que de uma cabeça que reflita, lê, estuda e se ocupa, pode sair as mais belas músicas, pinturas, danças, livros, enfim, idéias que podem e fazem a diferença em nosso meio, que marcam a história da humanidade, que melhoram nossas vidas, que mobilizam multidões para retiradas de políticos ditadores, que acham curas, que amenizam sofrimentos ...
E de uma bunda, o que sai?! É, fica ao seu critério, não responder a questão, pois é óbvia, mas escolher com que parte do corpo você deseja “pensar” e transformar o nosso futuro, só deve se atentar para as consequências, pois o futuro é a construção do que é importante hoje!
Thaís de Sá
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Angustia...
Gostaria mesmo de conseguir transformar essa angustia em sofrimento, porque angustia não se trata somente se sente, não dá pra nomear os sentimentos, fica entalada no peito, aquela dor constante, um peso, somente fica, e não se sabe como fazê-la partir porque não se sabe o que é, de onde vem, só é um vazio...
Quando se torna sofrimento, há entendimento, nomes, palavras que descrevam os incômodos, há reflexão, deixa de ser uma coisa centralizada no peito e que não sai da garganta, vira pensamentos, vira lágrimas, se torna possível a busca de uma resposta, de uma resolução...
Sou apaixonada pela natureza, por gestos simples, pelo bom humor, e música de qualidade, gosto de ver as coisas belas, o lado bom, o positivo, de ter esperanças de uma vida melhor, gosto da brisa, da solidão, das memórias, gosto do romantismo, não do romantismo superficial tão consumido e vendido em pró de algo mais, mas o romantismo que é a demonstração de um verdadeiro amor, o mundo já está cheio de muita banalidade e isso também se apossou do que é considerado romântico.
O problema é que o romântico está morto, tudo o que se vê é uma mascara, que o que está por traz não é nada mais que um banal consumismo, uma vontade louca de se reafirmar ou conquistar um objeto, porque pessoas são consideradas objeto, algo a ser adquirido, comprado, consumido.
A sensibilidade é fraqueza que leva ao sofrimento, mas também torna um individuo menos cego, e fazer o que se a verdade quase sempre dói?
Sempre percebo o formato das nuvens, o sol brilhando, o céu bem azul, e a brisa calma que entra pela janela do ônibus toda manhã, percebo os mendigos nas ruas que sempre passam despercebidos, as folhas que caem secas no caminho e em seu lugar folhas grandes e verdes, os casais que se encontram na hora do almoço, e todo o movimento ao meu redor, gosto de perceber o que está por trás do que é evidente.
Me sinto só, pois falta alguém que perceba verdadeiramente esses detalhes, que sinta a música na alma, que se entregue tão facilmente quanto eu a uma voz afinada, uma dança do coração, o sofrimento de alguém que pareça feliz.
Percebo que me afasto mais e mais das pessoas, mesmo mantendo um certo vinculo, não me envolvo além do pedido, pois sempre sofro no fim ao atentar o vazio que ainda se mantém sólido, essa angustia que não passa, me faz diferente, sensível embora pareça o contrario, deficiente, ferida.
Vejo o tempo passar, amigos se afastarem, outros chegarem, uns morrerem, e filhos de amigos nascerem, alguns se casarem, outros se separarem, não percebo sentido, tudo isso é vazio pra mim, e não quero seguir esse caminho, quero criar novos sentidos para mim, e encontrar uma companhia que veja que sou mais que minha imagem pareça.
Thaís de Sá
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Feliz aniversário...
Um período simples e com uma conotação mais simples ainda, não para alguém que infelizmente está longe, que não verá esse texto nem mesmo saberá dos meus mais profundos e sinceros desejos...tudo porque o que mantém ainda seu aniversário é inevitavelmente as recordações, memórias, sem complexidade, sem complicações, somente memórias carregadas de emoções.
Os anos passam e tudo é diferente do que poderia ter sido, menos os sentimentos fincados sob a tela de meu coração, quanta falta me faz, e somente eu sei o quanto! Porque foi você quem partiu e fui eu quem ficou... Quanta falta do simples, do cotidiano, do que se tornou antigo!
Feliz aniversário, um simples desejo que nunca consegui desejar em voz alta, não deu tempo! Simplesmente não deu tempo, Ah! Se eu pudesse voltar atrás e reviver os momentos compartilhados, e ter mais consciência desse tempo raro e escorregadio. Ah! Se eu pudesse ter tomado mais consciência de você, e ter aproveitado melhor o tempo restante...sem deixá-lo passar, simplesmente passar!
Olho tudo isso como uma viagem que nunca acaba, mas que um dia virá tarde da noite com uma grande bolsa nas costas, cansado, mas feliz, pisaria devagar para evitar o barulho, sentaria se despreguiçando, descalçando os pés, e me olhando com aquele olhar amável que no ultimo suspiro deu-se o trabalho de me fazer contemplar, aquele olhar que apesar de tudo dizia: tudo vai ficar bem!
Revivo as memórias, todas, cada uma, juntamente com as emoções que perpassam, procurando dentro de mim um pouco que seja, de você, tentando me alimentar, me nutrir, buscando anestesiar a dor contínua de sua falta, mas, tais lembranças estão ficando pequenas pois, sinto falta dos detalhes, da simplicidade, do que se tornou antigo.
Só queria uma chance de reencontrá-lo e dizer: Feliz aniversário, senti sua falta...Pai!
sábado, 25 de dezembro de 2010
Uma nova Amizade
Difícil pra mim, me entregar a uma nova amizade
Relembrar histórias antigas e contá-las pra lhe deixar a par de tudo que me criou
De tudo que me levou até você
Muito difícil pra mim! Mas enfim você conseguiu me tirar de meu ciclo de vivências
E me trouxe outra realidade
Que nem sempre preciso ser forte
Ser o apoio, ser a graça
Que posso me despir das máscaras
Que você me aceitará, me apoiará
Será minha verdadeira amizade
Que realmente preencha meus momentos sombrios e que estou tão acostumada a ultrapassá-los sozinha, com meus pensamentos, lágrimas, textos, enfim ...
você pode escutar e ver quem sou e não me abandonará!
Thaís de Sá
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Espírito de Natal
O que mais me incomoda na vida é o cotidiano, o repetitivo, o emblemático, o oficial. Essas datas festivas que não passam da meralidade compulsiva de consumir (pode-se dizer merdalidade).
Esse egoísmo, mercantilismo, dar para receber, reter para ter, essas mesmas luzes piscando, mesmos filmes e músicas, mesmas bebedeiras e mortes trágicas, mesmos abraços, desejos e promessas.
Onde o verdadeiro símbolo fica imerso na futilidade dos shoppings centers, bares e doações de final de ano.
Claro, pois o final do ano é época de confraternização e amor. Mas isso não seriam todos os dias? O que não entendo é que as pessoas escancaram a boca e engolem tudo que é lhe enfiado garganta abaixo, inclusive essa sutil violência.
Papai Noel, coelhinho da páscoa, não existem, porque se existem tiraram férias prolongadas ou estão “trabalhando” na política brasileira (o que não deixa de ser férias), com certeza irão ganhar muito mais, e ainda sairão impunes e se reelegerão quantas vezes quiserem.
É mais fácil guardar dólares na cueca do que sair presenteando cada criança boazinha, (e como o Papai Noel ficaria rico, imagine o tamanho da cueca dele!), mas isso não vem ao caso, o que importa mesmo é o espírito de natal que é regado a vinho, panetonne, uma ceia em família e muitos presentes, o que me espanta é que mais da metade da população brasileira não pode ter esse natal que é vendido na televisão, significando então, que eles meus amigos não tem natal, ou será nós?
Porque natal mesmo não tem nada a ver com roupas, ceia, bebidas ou presentes caros, natal é um estado de espírito que está ficando cada vez mais difícil comprá-lo.
Feliz Natal...
sábado, 18 de dezembro de 2010
Será o contra que me mantém à favor?
Tenho percebido que as pessoas que se importam comigo tendem sempre a se meter em minhas decisões, como se eu não soubesse o que estou fazendo, escolhendo, preferindo para a minha vida, e muitas vezes esse intrometimento me faz agarrar mais no osso como um cachorro faminto, mesmo que eu saiba que dali pode não sair mais nada, permaneço, somente pelo o fato de não aceitar o conselho jogado na minha cara, a falta de confiança em mim, e o poder de me fazer sentir insegura, então simplesmente me agarro na única coisa que me mantém por cima, minha decisão!
Mas, isso estará alterando minhas preferências? Será o contra que me mantém à favor? Difícil de dizer quem sou quando sou manipulada pelas ações dos outros, quando paro para pensar que pode não existir nada além dessa interação... e de volta estou às minhas incógnitas!
É interessante como a não aceitação perturba, as pessoas nunca conseguem aceitar quem você é totalmente, sempre buscam semelhanças e o que não se assemelha ou incomoda por se assemelhar, não é aceito e de volta você é excluído, não totalmente, mas, uma parte de você é, mas se somos tudo, quando excluem uma parte de mim, não estão me aceitando como sou.
Porque sempre tem um plano para como eu devo ser? Será a vida um jogo de lego? Eu devo sempre procurar me encaixar no sistema? Isso não é felicidade! Não para mim, não soa verdadeiro com os outros nem comigo mesma.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Análise da personagem Audrey Burke - Coisas que perdemos pelo caminho
Audrey Burke é uma mulher feliz, tem uma vida estável e segura, sente-se amada e ama seu esposo e filhos, é uma pessoa que gosta de ter o controle da situação e é bastante sistemática, gosta da organização e de atenção, embora não goste da amizade de seu esposo com Jerry Sunborne, pois este é um advogado viciado em heroína, cuja vida está destruída, ela “acha” tenta respeitar tal amizade, mas sempre que há uma oportunidade busca separá-los.
A amizade representa para ela algo que não pode controlar na vida de seu esposo, algo que ela acaba ficando em segundo plano, que remete seu ciúme e insegurança, pois esse amigo consegue extrair atitudes bondosas dele que ela quer só para si, é como se fosse uma ameaça a seu bem estar, tendo assim atitudes egoístas sem perceber ou aceitar tal comportamento como na cena que ela fica enraivecida com o esposo por ele sair à noite para visitar o amigo que está aniversariando. Pode ser percebido também o surgimento do triângulo edípico, assumindo muitas vezes o papel de Pai, nos momentos em que resgata Jerry da recaída e o coloca na casa novamente.
Entretanto, a morte do esposo a deixa em inércia, jogada no vazio, como se o próprio chão tivesse sido tirado e ela caísse continuamente na mais profunda dor e desamparo, enquanto isso ela procura continuar a boa ação de seu esposo para com o amigo para se sentir “próxima” dele, de sua imagem, para ter “forças” para continuar, pois o desejo ainda existia e precisava ser direcionado para outras coisas e percebe nele alguém cuja vida está em destruída da mesma forma que a dela e uma oportunidade de ajudar e ser ajudada, claro que isso tudo a nível inconsciente. O investimento libidinal acontece, pois se percebe “próxima” do esposo ao estar “próxima” de Jerry. A energia e desejo são os mesmos, somente estava indo na direção de Jerry como se fosse o esposo.
Assim, ele vai conquistando o lugar do amigo na casa, ao compadecer da dor, ao estar inteirado na rotina da casa e saber de coisas que nem ela própria sabia, além de ele estar vivenciando os passos que seu amigo vivenciaria, conquistas que eram para ser dele. Tudo isso foi revoltando Audrey de tal maneira que ela não aguenta mantê-lo em casa, pois se sente confusa ao perceber a imagem de seu esposo esvaindo-se e sendo tomada por Jerry, assustada e ao mesmo tempo com ódio da injustiça feita, pois para ela é incompreensível a morte de seu esposo e não a de Jerry que era um viciado inútil, além de ter a sensação de estar perdendo o controle sobre a própria vida e filhos, pois estes sempre recorrem a Jerry, inclusive ela que em momentos o trata com compaixão de forma sensível e bondosa buscando parecer com o falecido esposo transformando ele em referencia, outras com desejo deixando emergir sua carência e falta do objeto que deseja, outras com amizade e racionalidade atendendo ao superego e outras com ódio e não aceitação da verdade, interessante perceber que ela tem momentos de catarses, acompanhado de muito choro, violência e sofrimento, e momentos mais brandos de tristeza e descuido.
Quando Jerry diz a ela que ela está sendo egoísta, tudo isso faz com que ela o expulse da casa, pois aí evidenciamos o investimento libidinal, pois só há investimento naquilo que interessa, que traga alguma satisfação, e ele a satisfazia ao ajudá-lo, ela percebia que podia agir de forma bondosa, era ela com ela mesma, era uma necessidade de reconhecimento.
Audrey tem um misto de repulsa e desejo permeado pela culpa por Jerry, o desejo por Jerry acontece pela representação que ele tem ao encontrar a filha dela, ela fica grata pela atitude dele, o mesmo afeto é recalcado por ele não ser o marido criando uma espécie de repulsa ao desejo, transpassado pela culpa de reconhecer o bem que ele já fizera.
O sentimento de apego ao esposo não a deixa emergir do processo de luto, não a deixa modificar o escritório, nem doar as roupas, enfim sente-se vazia porque quem lhe preenchia foi embora e levou parte de seu ser. Basicamente fica sendo movida por impulsos, pela dificuldade de enfrentar a realidade, procurando até saber como é o efeito da heroína, como forma de fuga da situação. É explicita a dificuldade da interação da realidade externa, ao Supereu e ao Isso simultaneamente, caracterizado pelas diversas aproximações e distanciamentos dela e de Jerry e da dificuldade de aceitação da morte do esposo.
E no fim do filme é mostrado que ela consegue obter as rédeas da vida novamente, ao incentivar Jerry ao tratamento na clinica e assumir sua realidade no processo final do luto, enfim visitando o tumulo do esposo.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Sujeito da Falta
Difícil muitas vezes transformar em palavras nossos sentimentos, parecem que elas não conseguem expressar por completo o que sentimos, não são tão fiéis a sua magnitude e profundidade.
Às vezes quando tudo pára, quando o trabalho acaba, o livro termina, as pessoas se distanciam e o silêncio chega, as faltas vão aparecendo, as reflexões surgindo, o vazio se estendendo.
Sou sujeito da falta, talvez quase certo ser ela que me motive a continuar!
E o que antes surgia efeito para camufla-la, agora não é mais...
Preciso desse momento comigo, para equilibrar algumas coisas que sairam do lugar no terremoto do cotidiano frenético em que vivo.
Parar para me sentir viva, humana, diferente e igual, deixando as mascaras descansarem na cabeceira da cama, pendurando as armaduras, e me aliviando dos pesos das armas de minha alma.
Parar para me sentir enfim, despida de qualquer defesa, de qualquer medo...me entregando a meus pensamentos sem temer a represálias, por que enfim, estou só!
Enfim só, mas suplicando pelos os outros... está ficando impossível estar comigo mesma, porque está vazio e escuro aqui dentro, nem as lembranças me visitam mais, não vêm me recordar dos tempos passados, dos abraços calorosos, das músicas antigas, do serrar do serrote, nem das batidas do martelo que me acordavam orgulhosa... não me visitam mais, nem em pensamentos nem em sonhos, é vazio aqui dentro!
Thaís de Sá
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
É Proibido Ser Você ?
Bem na verdade nem sei como começar a expor o que sinto hoje. Vou começar pelo começo então, é mais fácil. O que consigo perceber nas pessoas que estão ao seu redor é que sempre querem que você esteja calmo, passível, resumindo manejável e feliz, ninguém gosta de quando você está triste, revoltado com alguma situação ou simplesmente sem saco pra algumas coisas, parece que você só é quem é quando tudo está bem transparente ou quero dizer quando tudo está bem escondido de forma que não faça a outra pessoa perder o precioso tempo tentando descobrir o que você tem. É bem mais fácil quando somos sempre os mesmos, invariável, mas isso é impossível!!! Todos as noites morremos e renascemos no dia seguinte com expectativas algumas vezes iguais e outras vezes diferentes! Somos Humanos, e humanos estão em movimento toda a vida, estão se transformando, se renovando, entrando sempre em processo de continuidade e descontinuidade, estamos sempre escolhendo e muitas vezes sendo escolhidos pela vida, entrando em situações não desejadas. O que penso é que tem de ser muito vazio para conseguir ser tão igual, tão indiferente com tais coisas que acontecem ao nosso redor e isso me indigna, então só é preciso alguém que escute, compartilhe com alguma opinião, bem, que se importe, mas ultimamente o que tenho percebido são pessoas cada vez mais frenéticas no seu cotidiano, pessoas cada vez mais dependentes, doentes, fracas, fúteis, viciadas, egoístas, individualistas, interesseiras, que estão perto de você quando você está bem, porque você é engraçado, é descolado, enfim traz prazer, somente! é simplesmente uma relação em que você fornece prazer a outra pessoa mas não recebe conforto quando precisa, é uma relação não de troca mas, de egoísmo. Onde está o verdadeiro sentimento de Amor ? Será que realmente existe ou foi algo criado para identificar esse sentimento em que as pessoas se aproximam umas das outras para obter somente prazer ? É algo que ainda irei descobrir... Se me aproximo, me relaciono por amor Ágape ou por narcisismo e egoísmo.
Tudo isso me remete a uma musica de autoria de Leoni:
Tudo isso me remete a uma musica de autoria de Leoni:
É proibido sofrer Nas noites longas de inverno Quando o mundo todo te esquecer É proibido sofrer Esperando por alguém Que nunca vai aparecer É proibido sofrer Nos dias longos de sol Na lua cheia e no carnaval É proibido sofrer A dor é só um descuido Já tem remédio pra tudo Tem alegria em tablete Pra te manter no ar Só sofre quem não quiser Ou não puder pagar.
A ordem é ser feliz Por toda a eternidade Feito prisão perpétua Entre sorrisos falsos e amenidades É proibido sofrer Eu li, tá fora de moda É falta de educação É proibido sofrer Os dias são de euforia A felicidade é uma obrigação. É proibido sofrer Chorar nas tardes de outono Pensar demais e perder o sono É proibido sofrer Não vale a pena a viagem É muito cara a passagem É muito escuro no fundo Ninguém mais vai pra lá Ninguém te chama pra nada Nem quer te visitar
A ordem é ser feliz Por toda a eternidade Feito prisão perpétua Entre sorrisos falsos e amenidades A ordem é ser feliz Por toda a eternidade Feito prisão perpétua Entre sorrisos falsos e amenidades A ordem é ser feliz Por toda a eternidade Feito prisão perpétua Entre sorrisos falsos e amenidades Momentos rasos de normalidade Não me apareça aqui Com sua bagagem de infelicidade Porque a ordem é ser feliz É proibido sofrer A ordem é ser feliz É proibido sofrer Porque a ordem é ser feliz É proibido sofrer A ordem é ser feliz!
E é isso! Parece que ultimamente está sendo proibido ser realmente Você, com suas dores, fracassos, sentimentos, medos, simples alegrias, importâncias e fases, tudo isso não dá prazer a ninguém, melhor descartar e viver intensamente sem medos nem preocupações, sendo o mais fútil e popular possível, valendo passar por cima de tudo e todos!
Thaís de Sá
sábado, 2 de outubro de 2010
Burocracias e Hipocrisias: Uma indignação bem Brasileira!
Tava pensando sobre essa tal de burocracia que vem somente para atrapalhar nosso cotidiano, parece que foi feito para lhe tirar do sério, tantas leis, regras a se cumprir muitas vezes sem a menor utilidade pública, ou exigências absurdas que lhe tiram a paciência, dinheiro e tempo. Importante ressaltar também a hipocrisia que vivemos nesse país que quer passar uma imagem de organizado, fiscalizado, onde as leis são aplicadas e ministradas de forma eficaz, tudo hipocrisia, mentira mesmo, mas antes de eu me revoltar por completo fiz uma pesquisa " bem confiável " na internet sobre de onde surgiu a palavra " burocracia"...
Nomenclatura...
O termo latino burrus, usado para indicar uma cor escura e triste, teria dado origem à palavra francesa bure, usada para designar um tipo de tecido posto sobre as escrivaninhas das repartições públicas. Daí a derivação da palavra bureau, primeiro para definir as mesas cobertas por este tecido e, posteriormente, para designar todo o escritório.
A um ministro do governo francês do século XVIII, Jean-Claude Marie Vincent, Seigneur de Gournay (1712-1759, economista), atribui-se a criação do termo bureaucratie, em português burocracia, para se referir, num sentido bem crítico e debochado, a todas as repartições públicas. Logo, a etimologia da palavra burocracia tem origem nos componentes linguísticos francês, bureau – escritório – e grego, krátos – poder. Portanto, a palavra burocracia dá a idéia do exercício do poder por meio dos escritórios e das repartições públicas.
Resumindo ele estava completamente certo ao criticar o poder que as repartições públicas e escritórios utilizam para esmagar, humilhar e fazer de idiota todos nós que sempre precisamos desse tal "sistema" já obsoleto.
Só para tornar um pouco engraçado minha indignação (já que sou brasileira e gosto de rir das minha próprias desgraças) peguei um texto na internet que ilustra bem o que quero dizer.
Um dia, o Senhor chamou Noé, que morava no Brasil e ordenou-lhe:
- Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que o Brasil seja coberto pelas águas.
Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal.
Vai e constrói uma arca de madeira.
No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.
Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:
- Onde está a arca, Noé?
- Perdoe-me, Senhor, suplicou o homem. Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas:
Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha para eleição do prefeito.
Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros...
O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário.
Começaram então os problemas com o IBAMA e a FEPAM para a extração da madeira.
Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um "Projeto de Reflorestamento" e um tal de "Plano de Manejo".
Neste meio tempo ELES descobriram também uns casais de animais guardados em meu quintal...
Além da pesada multa, o fiscal falou em "Prisão Inafiançável" e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime, a lei é mais branda.
Quando resolvi começar a obra, na raça, apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Naval responsável pela construção.
Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.
Veio em seguida a Receita Federal, falando em "sinais exteriores de riqueza" e também me multou.
Finalmente, quando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Brasil.
Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico!
Sorte que o INSS estava em greve...
Noé terminou o relato chorando, mas notou que o céu clareava e perguntou:
- Senhor, então não irás mais destruir o Brasil?
- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens.
- Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde! O governo já se encarregou de fazer isso.
Nomenclatura...
O termo latino burrus, usado para indicar uma cor escura e triste, teria dado origem à palavra francesa bure, usada para designar um tipo de tecido posto sobre as escrivaninhas das repartições públicas. Daí a derivação da palavra bureau, primeiro para definir as mesas cobertas por este tecido e, posteriormente, para designar todo o escritório.
A um ministro do governo francês do século XVIII, Jean-Claude Marie Vincent, Seigneur de Gournay (1712-1759, economista), atribui-se a criação do termo bureaucratie, em português burocracia, para se referir, num sentido bem crítico e debochado, a todas as repartições públicas. Logo, a etimologia da palavra burocracia tem origem nos componentes linguísticos francês, bureau – escritório – e grego, krátos – poder. Portanto, a palavra burocracia dá a idéia do exercício do poder por meio dos escritórios e das repartições públicas.
Resumindo ele estava completamente certo ao criticar o poder que as repartições públicas e escritórios utilizam para esmagar, humilhar e fazer de idiota todos nós que sempre precisamos desse tal "sistema" já obsoleto.
Só para tornar um pouco engraçado minha indignação (já que sou brasileira e gosto de rir das minha próprias desgraças) peguei um texto na internet que ilustra bem o que quero dizer.
Arca de Noé Brasileira
Um dia, o Senhor chamou Noé, que morava no Brasil e ordenou-lhe:
- Dentro de 6 meses, farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que o Brasil seja coberto pelas águas.
Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal.
Vai e constrói uma arca de madeira.
No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.
Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:
- Onde está a arca, Noé?
- Perdoe-me, Senhor, suplicou o homem. Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas:
Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha para eleição do prefeito.
Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros...
O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário.
Começaram então os problemas com o IBAMA e a FEPAM para a extração da madeira.
Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um "Projeto de Reflorestamento" e um tal de "Plano de Manejo".
Neste meio tempo ELES descobriram também uns casais de animais guardados em meu quintal...
Além da pesada multa, o fiscal falou em "Prisão Inafiançável" e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime, a lei é mais branda.
Quando resolvi começar a obra, na raça, apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Naval responsável pela construção.
Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.
Veio em seguida a Receita Federal, falando em "sinais exteriores de riqueza" e também me multou.
Finalmente, quando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Brasil.
Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico!
Sorte que o INSS estava em greve...
Noé terminou o relato chorando, mas notou que o céu clareava e perguntou:
- Senhor, então não irás mais destruir o Brasil?
- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens.
- Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde! O governo já se encarregou de fazer isso.
Thaís de Sá
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Neurose Abstrata:
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Incontrolável Inconsciente
Às vezes penso no amanhã e não vejo nada pelo simples fato de não saber o que estou fazendo hoje, as pessoas entram e saem de minha vida como se eu sugasse o que há de melhor em cada um, ou como se cada um sugasse o que há de melhor em mim, ainda não sei ao certo qual seria das duas alternativas…
Me interessa pensar nisso, e deixo somente fluir as palavras em minha mente e escrevê-las tal qual como penso, para ver no que vai dar, se percebo o que estou sentindo, por que não consigo identificar, dar nome a esses lapsos de inconsciência que me toma conta, não sei identificar…
Fecho os meus olhos e tento entender os motivos de tão grande entrega ao meu inconsciente, por que não é controlável pra mim? Simplesmente não é controlável, faço o que tenho vontade e não tenho vontade de mudar, mesmo que me atrapalhe não quero mudar.
Só quero pular no abismo, me jogar para sentir o doce vento no rosto e a sensação de pseudo-liberdade, na escuridão para não ver nada só sentir a emoção, trocando o infinito pela notória satisfação de um momento de pura vaidade.
Thaís de Sá
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Saudades...
Em um grande e belo momento de minha vida conheci algo que me apoiou por muito tempo, momentos dificeis pude superá-los através dessa belíssima arte, que me envolve em seus doces tecidos e me acalenta ao som de seu coração... Hoje, olho para os retratos de sua passagem por meus caminhos, na realidade foi por um longo tempo vida para mim, onde eu corria para seu braços e me embalava em sua canção, que pena que atualmente esteja me afastando de suas delicadas mãos, que pena...
Infelizmente não se é reconhecida como deveria, e ainda limitada suas pernas para que alcançe todos de qualquer situação financeira, mesmo por que sua arte é mãe e inspiradora de muitas outras...
No mais o que posso dizer é que tenho muitas saudades de seus movimentos, horas sutis, horas ritmicos, suaves e alongados, resistentes, fortes e expresivos, dando vida as formas que só uma bailarina pode enxergar.
Thaís de Sá
quarta-feira, 31 de março de 2010
Uma estrada de Esperança
Uma estrada há muito desejada, pedia incessantemente para ser trilhada,
Mas caminhos tortuosos atrapalhavam-me o encontro, em um mundo de idéias eu percorria com meus sonhos.
E chorava ao não chegar à estrada ansiada.
Até que o dia muito esperado nasceu, o sol brilhou e seu inicio iluminou.
Thaís de Sá
Sem Forças
Não sei por que isso acontece,
Esse incômodo silêncio, esse vazio, essa falta
Falta do que nunca conheci,
Rasgando vagarosamente, mastigando,
Prometendo ir embora no futuro.
Futuro que nunca chega.
Sempre é presente ou passado,
Pois, o revivo dia-a-dia,
Fazendo sempre as mesmas coisas, as mesmas escolhas, com medo de mudar e alterar o destino.
Destino esse que eu nem sei se existe.
Na verdade, nem sei se sei de alguma coisa
Só são incertezas que chegaram um pouco tarde, em um momento de poucas revoluções
Uma metástase de desanimo, de pouca solução, de pouca Fé...
Sem forças para mudar o caminho, para escolher ou simplesmente parar,
Só andar e continuar e ver no que vai dar sem me importar.
Thaís de Sá
Olhos Vazios
Nossas mãos entrelaçadas não dizem nada.
Olho para esse teto branco e minha mente vagueia.
Onde está você dentro de mim?
Em seus olhos vazios e sua boca amarga?
Penso que poderia estar vivendo em outra realidade...
Mas você vem subitamente me amar,
Onde havia solidão, recomeço com poucos minutos de atenção, que espero pacientemente a cada ciclo lunar;
Não me apego, não quero sentir sua falta, não quero esperar, não quero lhe amar
Olhando para esse teto calmo tento me elevar ao futuro, visualizar meu passado, e sentir alguma emoção, mas nada acontece, somente a indiferença toma conta de mim,
Olho para seus olhos e você sorrir, queria sentir o mesmo, queria apertar suas mãos e lhe beijar como se fosse a última vez, queria lhe encontrar a sós, te abraçar e sorrir, viver, queria viver de verdade, como aquele que vivemos tão intensamente um dia, aquele que não me deixou ir embora.
Mas precisamos de algo que não sei o que é ainda.
Algo que alegre, que movimente, que nos faça sorrir, nos conhecer, algo que mude nossa rotina paralisada, algo jovem, algo que me relembre ou que me faça ama você.
Thaís de Sá
Meu Pequeno Grande Mundo
Sapatos espalhados se confundem com livros, papeis, agendas partituras, sapatilhas de dança, cd’s, maquiagens, roupas e posters de bandas de rock ou psicologia.
O espelho só faz dar a ilusão de que o quarto é ainda mais bagunçado e o quadro de tigre levanta a interessante questão do afeto por felinos, principalmente os tigres cujo hábitos selvagens deixam a desejar no aspecto amor.
O violão no canto em cima dos chinelos demonstra que por algum tempo estará de castigo, esperando...
Bonés, boinas, mochilas, colares e chaves estão por toda parte, dependurados nos pregos ao redor, ao alcance das mãos.
As sapatilhas de ponta recentemente usadas agora descansam apoiadas na cômoda.
Um quarto de muitas faces, sonhos e vida, representando meu mundo, grande mundo, de muitas culturas, música, dança e conhecimento, os mais diversos.
Meu pequeno grande mundo, onde encontro o aconchego de minha cama e silêncio para minhas reflexões e estudos.
Onde sorri com amigos, dancei, chorei, fiz poesias, toquei violão, estudei li, descansei e sonhei.
Onde analiso os rumos de minha vida, é o meu ponto de equilíbrio, de analise.
É o meu recanto.
Thaís de Sá
Pensamentos Sombrios
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